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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Parca





"Como um vendaval gigante e forte,
destruindo a todos e a tudo,
assisti, cabisbaixo e mudo,
a passagem da terrível morte...

Até então eu não sabia
qua a temida figura
era, naquela noite escura,
quem roubava a alegria...

E foi assim que assisti, chorando,
o funeral dos meus santos sonhos,
sem perceber o vulto estranho
da dor cruel me acompanhando...

Dentre os grilhões da agonia,
na visão doída do passado,
o vulto vivo, amado,
na retina persistia...

Enquanto o cortejo prosseguia,
em passos vagos, já cambalidos,
ninguém talvez, tenha percebido
que somente a parca sorria..."

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